Oficinas

São 6 oficinas, em diversos horários. Confira os resumos e inscreva-se aqui.

Migrando, compartilhando experiências e tecendo novas redes locais
com Ângela Magalhães Vasconcelos e Renata Costa-Moura

dia 20/06, 4a feira, das 13:00 às 15:30h

A oficina visa despertar nos participantes a necessidade de novos olhares e intervenções diferentes frente ao processo crescente das migrações, em particular do refúgio, como experiências que articulam passado, presente e futuro. Mesmo sendo fundamentais para imigrantes e refugiados, a defesa intransigente de direitos não se esgota nas legislações internacionais e brasileiras. É (re) inventando as relações cotidianas entre as pessoas que estão e as que chegam que poderemos construir espaços públicos integrados com respeito, igualdade e diversidade.

Ângela Magalhães Vasconcelos
Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1990). Professora adjunta na Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense. Desenvolve pesquisas na área de Política de Assistência Social; Direitos Humanos; mobilidade humana e políticas de integração para migrantes, refugiados e apátridas. Membro titular da UFF no Comitê Estadual Intersetorial de Políticas de Atenção aos Refugiados e Migrantes – RJ (CEIPARM). 

Renata Costa-Moura
professora do Instituto de Psicologia da Uff, e do Programa de Pós-graduação em Psicologia Institucional da Ufes; Coordenadora do Observatório de Direitos Humanos do Espírito Santo- ODHES, e presidente de honra da Associação Franco- Brasileira de Direito e Psicanálise, Doutora em Psicopatologia Clínica e Psicanálise pela Université de Paris 7 Denis-Diderot.


Coletivos Imigrantes: laços afetivos nos encontros interculturais, do doméstico ao público
com Catallina Revollo

20/06, 4a feira, das 13:00 às 15:30h

A oficina tem como objetivo provocar vivencias reflexivas sobre a relação entre as trocas de saberes-afetivos interculturais ao interior dos lares dos imigrantes, e a configuração dos coletivos de imigrantes na cidade do Rio de Janeiro. Para esta provocação serão elaborados mandalas huicholes e exercícios de pesquisa musical de “selector”, pois por meio destas experiências analisaremos as configurações dos laços afetivos nos encontros interculturais que facilitaram a configuração de alguns coletivos de imigrantes na cidade do Rio de Janeiro.

Catalina Revollo Pardo
Imigrante colombiana
Pós doutoranda  em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social
Professora colaboradora do Programa EICOS – Universidade Federal do Rio de Janeiro
Coletivo La Clandestina
Coletivo Colombianxs por la Paz –  Rio de Janeiro


Prática da letra: Uma cabra sozinha não faz revolução
com Lucia Castello Branco

20/06, 4a feira, das 15:30 às 18:00h

Propõe-se, a partir de livro inédito da autora – Uma cabra sozinha não faz revolução – e de livro já publicado, também da autora – Livro de Cenas Fulgor (BH: 2 Luas, 2000) –, realizar uma prática da letra que tome o significante “cabra” como um leitmotiv e que proponha aos oficinantes uma pesquisa em torno desse significante e a elaboração de “listas de cabras”, reunindo algumas “qualidades”, ou “condições” necessárias às cabras, em sua relação com a CABRA – Casas Brasileiras de Refúgio, organização que representa a ICORN no Brasil. A ideia, ao final da oficina, é elaborar, a partir das listas, o verbete “CABRA”, de maneira a compor, em uma segunda edição, o “Novo Dicionário de Migalhas da Psicanálise Literária”.

Lucia Castello Branco
Professora Titular (aposentada da Faculdade de Letras da UFMG)
Professora permanente do Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da UFMG
Professora visitante da Universidade Federal da Bahia
Área: Letras: Estudos Literários
Linhas de pesquisa: Literatura e Psicanálise, Poéticas da Tradução

Para quem quiser conhecer o dicionário, segue o link para livre acesso: https://casaescrever.files.wordpress.com/2017/01/novodicionario_psicanalise1.pdf


Em resistência colaborativa: contexto e memória no Design e na Arte
com Lia Krucken

20/06, 4a feira, das 15:30 às 18:00h

Essa oficina é aberta à interessados na criação de imagens visuais ou literárias (design, artes, literatura, psicanálise, fotografia e áreas afins). Vamos desenvolver processos criativos a partir da técnica de sobreimpressão: combinaremos lugares, pessoas e tempos para propor novos sentidos a imagens e objetos. Trabalharemos a “potência da imagem”, em que coisas e tempos são postos em contato (uma imagem “é uma bola de fog​o que atravessa todo o horizonte do passado” – Benjamin)​. ​Os participantes são convidados a trabalhar um conceito ou um breve projeto a partir de suas próprias imagens da memória.

(Os participantes são convidados a trazer uma imagem – desenho, foto, carta, recorte de texto, qualquer artefato – ou um objeto para trabalharmos durante a oficina.​

Lia Krucken
Pesquisadora, professora e artista visual, trabalha com processos de design e criação colaborativa. É Pesquisadora Visitante do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, em Portugal, onde investiga processos artísticos em exílio e deslocamento. Tem doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós-doutorado pelo Politécnico de Milão. Colabora como docente em universidades no Brasil e no exterior. É associada à oscip Plataforma Design, que promove o design, a cultura e a biodiversidade brasileiros. Mora em Coimbra e Berlim, onde atua junto à coletivos de arte, ativismo e design. Projetos: http://cargocollective.com/liakrucken


A escrita da terra de ninguém
com Ana Lúcia Lutterbach e Marcus André Vieira

20/06, 4a feira, das 15:30 às 18:00h

Nossa proposta é ler o poema “Os espectros assombram a Europa” da escritora Niki Giannari , tal como nos propõe Georges Didi-Huberman em seu livro “Passar, custe o que custar”.

Niki Giannari vive em Thessalônica (Grécia) onde trabalha no Dispensário social de solidariedade que oferece ajuda aos ciganos, aos refugiados, aos sem papel, aos sem teto…Com essa leitura pretendemos esboçar uma resposta para as perguntas: O que é um testemunho? O testemunho é sempre de uma experiência traumática? Todos que passam por essa experiência podem ou querem testemunhar? Podemos estabelecer uma relação entre este testemunho e o testemunho de quem atravessa uma análise?  

*Didi-Huberman,G e Giannari,N. Passer, quoi qui’l en coûte. Les Ed. Minuit, Paris, 2017

 

Ana Lúcia Lutterbach Rodrigues Holk
Psicanalista
AME da Associação Mundial de Psicanálise
Membro da Escola Brasileira de Psicanálise
Membro do corpo docente do ICP
Coordenadora do Núcleo Práticas da Letras (ICP)
Doutora em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
Pós-doc em literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais
Diretora do Digaí-Maré

Marcus André Vieira
Psicanalista. Possui graduação em Medicina ela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988), Diplôme d’études aprrofondies em psychanalyse – Université de Paris VIII (1991) e doutorado em Psicanálise Doctorad Nouveau Regime – Université de Paris VIII (1996). É professor assistente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atualmente seu tema de pesquisa é “A voz e os limites: aspectos de uma alteridade sem corpo na experiência analítica e na configuração subjetiva contemporânea”.


Cinema, deslocamentos e histórias e encontros entre o Brasil e a África
com Sylvie Debs, Aline Bemfica, Jo Serfaty e Pedro Beiler

(17, 18 e 19/06 das 10:30 às 14:00h)
oficina reservada à pessoas em situação de migração

SYLVIE DEBS
Representante da Rede Internacional de Cidades de Refúgio (ICORN) no Brasil. Fundadora da CABRA: Casas Brasileiras de Refúgio / Estrasburgo – França. Professora Titular na Universidade de Estrasburgo, onde leciona no Departamento de Informação e Comunicação. Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Le Mirail, de Toulouse, Sylvie Debs é considerada como uma das maiores especialistas em cinema brasileiro na França. Já publicou os livros: Patativa de Assaré (2000), Os mitos do sertão: emergência de uma identidade nacional (2002), Brasil: o ateliê dos cineastas (2004) e Cinema e literatura: um jogo de espelhos (2014),  bem como inúmeros artigos sobre cinema, literatura de cordel e cultura popular. Como adida de cooperação e ação cultural na Embaixada de França, no Brasil (2006-2010), e depois no México (2010-2013), Sylvie Debs obteve uma ampla experiência em difusão e cooperação cultural, o que a levou a participar de diversos seminários internacionais sobre a cultura contemporânea.

ALINE BEMFICA
Psicanalista, psicóloga. Possui mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003) e doutorado em teoria psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2017). Desenvolve seu projeto de pós-doutorado intitulado “Adolescência, errância e a cultura como ancoragem: o sujeito em face à segregação” (UFRJ) como bolsista do “Pós-doc nota 10”, da Fundação de Amparo à Pesquisa da cidade do Rio de Janeiro.

JO SEFARTY
é realizadora no Rio de Janeiro e está no mestrado em cinema pela UFF. Formada pela PUC Rio em cinema e com pos graduação em roteiro para cinema e TV.
Em 2013 a 2014, foi professora de cinema em escolas públicas do Rio no projeto “imagens em movimento”. Em 2015, foi contemplada no edital do Rumos Itaú Cultural para realização do projeto de artes integradas “Diário de férias” na favela do Rio de Janeiro, Rio das Pedras. Atualmente, é professora de direção cinematográfica na Academia internacional de Cinema no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, dirigiu quatro curtas-metragens: “Confete”, em parceria com Mariana Kaufman, ganhou o prêmio de Melhor Direção no Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino (2013). Além dos curtas “Peixe”, filme que ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no laboratório do festival  Curta Cinema,  “Sobre a mesa” e o último “A ilha do farol” que estreou ano passado em festivais nacionais e internacionais.

PEDRO B.
Nasceu em 1990 em Goiânia. Possui graduação em Audiovisual pela Universidade de Brasília e atualmente é mestrando do Programa de Pós-graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense. Trabalha com direção, produção e edição. Realizou o curta-metragem “Fantasma Cidade Fantasma” (2016). Desde 2015 atua em projetos de cinema e educação realizados em escolas de rede pública do Distrito Federal, dentre os quais está a parceria com o projeto Inventar com a Diferença (UFF).

 

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